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Submissão de pesquisas em temas livres é parte fundamental do 78º CBC

A última edição do evento bateu o recorde de inscrição de trabalhos. O coordenador da comissão de temas livres, Miguel Morita, conta o que esperar desta edição.

O Congresso Brasileiro de Cardiologia é um evento tradicional, que reúne as principais novidades e atualizações da cardiologia com foco no tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares.



A 78ª edição do evento acontece em setembro deste ano em Porto Alegre e, em breve, a comissão de temas livres estará aceitando submissões de trabalhos.



“Além de permitir que avancemos no conhecimento, o Congresso é um momento de troca de experiências e uma forma de interação entre médicos do país todo”, diz doutor Miguel Morita, cardiologista na Quanta Diagnóstico por Imagem em Curitiba, professor adjunto da Universidade Federal de Paraná e coordenador da comissão de temas livres do Congresso.



O Brasil conta com uma grande parcela de produção científica. Entre 2016 e 2018, pesquisadores vinculados a instituições brasileiras produziram pouco mais de 237 mil publicações catalogadas pela base de dados Scopus. Na área da Medicina, foram mais de 57 mil trabalhos.



Ano passado, em 2022, a comissão se deparou com um recorde. Mais de dois mil e duzentos trabalhos foram inscritos no Congresso.



 



Sobre as modalidades e categorias de submissão



Os trabalhos podem ser submetidos em três modalidades. Uma delas é a de iniciação científica, que contempla alunos de graduação na área da saúde.



A segunda é destinada para jovens pesquisadores: médicos recém formados, que estão cursando pós-graduação ou com até 35 anos de idade.



A terceira, de pesquisadores, contempla profissionais que não se enquadram em nenhuma das outras duas modalidades.



Em termos de categorias, existem mais de trinta opções possíveis para submissão de trabalhos.



“Temos assuntos específicos dentro da cardiologia como aterosclerose, fatores de risco e prevenção e insuficiência cardíaca; e também categorias das demais áreas de saúde como nutrição, fisioterapia e educação física”, ressalta doutor Miguel. Ele destaca que a área de cardiologia da mulher tem ganhado mais atenção e espaço nos últimos anos.



 



Como os trabalhos são selecionados



Os trabalhos passam por duas fases de seleção. A submissão deve ser feita pelo autor da pesquisa, que através da plataforma envia o seu texto de resumo e uma figura (opcional). A partir dessa submissão, um conjunto de revisores, divididos pelas áreas específicas de cada pesquisa, avalia a qualidade do trabalho submetido - sem informações a respeito do autor ou instituição de ensino envolvida.



O grupo de revisores conta com mais de trezentos profissionais. Cada trabalho é avaliado por pelo menos três revisores diferentes. Cada um é responsável por dar uma nota, das quais a mais baixa será desconsiderada. A partir das outras notas, é feita uma média para a realização de um ranking.



Com o ranking, as notas do trabalho e a quantidade de vagas para apresentação, é definida uma nota mínima de corte. Os trabalhos que atingirem essa nota são selecionados para a apresentação.



Em um segundo momento de avaliação, das vinte melhores pesquisas de cada modalidade, cinco são selecionadas por modalidade para serem apresentadas de forma oral no Congresso. A partir daí, o primeiro e segundo lugar concorrem a uma premiação em dinheiro.



Todos os demais selecionados apresentam sua pesquisa em formato de pôster no evento.



Miguel destaca a importância da submissão de temas livres e do debate que os trabalhos introduzem.



“A pesquisa é algo fundamental na medicina e no cuidado das pessoas. É graças à pesquisa e à ciência que estamos saindo de uma pandemia”, destaca Miguel.



Ele faz um convite final para todos os profissionais da saúde: “os temas livres são a vitrine da ciência brasileira e internacional da cardiologia. Todos estão convidados a trazerem seus trabalhos”.



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