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Uso da Inteligência Artificial será abordada no 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Protasio da Luz comenta pontos de inovações na área de fisiologia cardiorrespiratória e programação do evento

O uso da inteligência artificial será ponto de destaque na programação do 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia, tradicional evento da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que acontece entre os dias 28 e 30 de setembro, no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre.



Além da tecnologia que vem sendo amplamente discutida, divisões da cardiologia terão um espaço exclusivo na programação. É o caso da fisiologia cardiorrespiratória. 



Para saber o que esperar da programação com foco na área, conversamos com uma das presenças mais emblemáticas do evento, Protasio da Luz, professor sênior de Cardiologia da USP, pesquisador brasileiro, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e cardiologista há mais de cinquenta anos.



Desde meados da década de 1970, Protasio participa do Congresso, sem perder uma edição. Neste ano, o cardiologista será responsável pela coordenação de três momentos de palestras e debates presentes na programação do evento. 



As inovações na área de fisiologia cardiorrespiratória 



“Nós saímos de uma fisiologia que era mais macro, eu diria, e passamos a estudar uma fisiologia mais celular e intracelular”.



Protasio comenta que antigamente lidava-se muito com fatores hemodinâmicos, como função cardíaca, débito cardíaco, volume sanguíneo, transporte de oxigênio e assim por diante.



Nas últimas décadas, o foco mudou para fenômenos que mostram, mais detalhadamente, como o organismo funciona. Os estudos e as inovações passaram a se concentrar em elementos intracelulares e na chamada sinalização celular e intracelular.



Outra descoberta importante da fisiologia foi a descoberta da proteína PCSK9. Protasio comenta: “Descobriu-se que variações genéticas que ocorrem em muito poucas pessoas, com a perda de função dessa proteína, se associaram à incidência menor de doença cardiovascular”.



Ele também destaca o conhecimento sobre o endotélio, que foi descoberto somente há algumas décadas e será abordado na programação do Congresso.



Para fechar, os radicais livres de oxigênio, um achado recente da área da fisiologia, também marcarão presença.  “Hoje nós sabemos que esses radicais são produzidos em vários tecidos, que têm uma função fisiológica, mas quando eles são produzidos em excesso, ou não são degradados como deveriam ser, eles são agentes patogênicos”, diz Protasio.



A inteligência artificial na cardiologia



A inteligência artificial já é uma realidade na cardiologia e pode participar, com grande eficiência, da leitura de imagens. 



“Por exemplo, raio-x, tomografia, ecocardiografia, tudo isso pode ser, em parte, feito por meio de inteligência artificial”, comenta o cardiologista.



O impacto na profissão médica, os caminhos e aplicações dessa realidade serão discutidos, assim como a formação e atualização dos profissionais.



“O Congresso se presta a isso, à divulgação de dados clínicos, análise da profissão, análise do ensino e análise do que há de mais novo, por exemplo, a inteligência artificial”, ressalta Protasio.



A programação completa do Congresso já pode ser conferida no site.



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