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Cardiologia no universo digital é tema no 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia

O impacto das mídias sociais, a inteligência artificial e a Internet das Coisas foram discutidos em mesa-redonda no primeiro dia do evento

O papel das mídias sociais e digitais na prática clínica, assim como na pesquisa em Cardiologia, junto às evoluções tecnológicas da inteligência artificial (IA) e da Internet das Coisas (IoT) foram temas abordados durante a mesa-redonda “A cardiologia no mundo digital”, que aconteceu no primeiro dia do 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia.



A atividade, coordenada por Bruno Pereira Valdigem e Evandro Martins Filho, reuniu cardiologistas na Arena 2 do Centro de Convenções da FIERGS para discutir o impacto das novas tecnologias na cardiologia. 



Debatendo as redes sociais, Marcelo Franken, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, apresentou a palestra “Mídias sociais e o cardiologista digital”. O cardiologista destacou os benefícios desses canais para adquirir novos conhecimentos e habilidades, para a melhora da prática clínica individual, incluindo uma melhor exploração de casos clínicos, imagens e histórias de pacientes, assim como para a disseminação científica.



Além disso, Franken ressaltou que as mídias sociais também apresentam desafios éticos, incluindo o tempo de uso, a desinformação e a imprecisão, além da exploração da imagem e privacidade dos pacientes. “Não interessa em que tipo de indústria a gente opera, se você não está produzindo nas redes sociais você não existe. E, em especial como cardiologia acadêmica, a gente precisa existir”, afirmou o médico.



Fernando Cembranelli, CEO da healthtech da HIHUB.TECH, de São Paulo, destacou a inteligência artificial como um dos grandes pontos do futuro. O médico apresentou a palestra “ChatGPT em cardiologia: oportunidade ou ameaça?”.



Segundo Cembranelli, a IA generativa já se tornou uma das tecnologias mais populares no Brasil e seu uso não passa por nenhum conselho para ser implementado. No entanto, o médico ressaltou a importância do cuidado no uso dessas ferramentas, especialmente diante da possibilidade da geração de informações falsas ou com vieses. 



“Na prática, acima de tudo, o ChatGPT é um grande catalisador. Sem dúvidas, a ferramenta está acelerando a transformação digital no Brasil”, disse o médico.



Diante disso, o médico ressaltou que a telemedicina é o futuro, mas não somente atrelada ao atendimento digital. Ele indica que a implementação de inteligência artificial nos processos é o que de fato representa uma revolução. 



“A clínica do futuro será uma clínica digital. Por isso, precisamos pensar o atendimento médico como negócios digitais em saúde”, finalizou.



“A internet das coisas e a realidade virtual estão transformando a cardiologia?” foi o título da palestra apresentada por Claudio Tinoco Mesquita, professor da Universidade Federal Fluminense, do Rio de Janeiro. 



O médico explicou que a IoT representa todos os equipamentos de uso cotidiano, desde caixas de som a wearable devices, que estão conectados à Internet. Tinoco destacou que essas tecnologias implicam em uma captação muito maior de biossinais, ampliando o escopo de dados médicos disponíveis.



Citando um estudo de larga escala sobre o uso do Apple Watch, o médico disse que 84% dos traçados produzidos pelo dispositivos foram concordantes com fibrilação atrial em exames posteriores.



Além disso, Tinoco afirmou que as máquinas progressivamente vão substituindo várias das funções humanas e, por isso, é importante entender esses processos, assim como integrá-los na prática.



A inteligência artificial também foi destacada pelo médico. Segundo Tinoco, a imensa quantidade de dados produzidos pelos dispositivos da IoT só pode ser processada por meio de computadores, com a construção de redes neurais capazes de viabilizar a interpretação dessas informações.



“Ainda é preciso considerar a precariedade tecnológica, que impacta a saúde da população. Mesmo diante de tantas tecnologias, existe uma grande barreira quando se coloca no mundo real diante da dificuldade de acesso”, destacou o médico.



O 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia se estende até 30 de setembro. Acompanhe a programação e cobertura do 78º CBC por meio do aplicativo SBC 2023. Para Android, clique aqui para baixar. Para iOS, acesse por meio deste link.



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