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Novidades na estratificação do risco aterosclerótico e na prevenção: uma importante discussão que ocorreu no 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Especialistas do Departamento de Aterosclerose da SBC e da Sociedade Europeia de Aterosclerose mostraram os desafios e estudos para prevenir e tratar a condição

Dentro das atividades especiais dos departamentos da SBC, a sessão conjunta do Departamento de Aterosclerose (DA) e da Sociedade Europeia de Aterosclerose (EAS), ocorreu no primeiro dia do 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia. A atividade, coordenada por Marcelo Heitor Vieira Assad e Sergio Emanuel Kaiser, reuniu os especialistas Alberto Zambon, professor da Universidade de Pádua e Kausik Kay, professor do Imperial College de Londres e presidente da EAS.



Zambon abriu a sessão com o tema Metas lipídicas na prevenção secundária: o papel do não-HDL-C e da apolipoproteína B”. O especialista apresentou estudos que apontam a importância do Apo B para controle da aterosclerose.  “Não basta diminuir os triglicerídeos sem aumentar o Apo B”, disse ele.  Zambon, claramente a favor de olhar o Apo B como redutor de riscos, afirmou ainda que em pacientes com diabetes e doenças crônicas, o Apo B é o principal fator para amenizar riscos.



Kausik Kay, por sua vez, enfatizou a importância de olhar com mais atenção para a aterosclerose, uma vez que afeta mais de meio milhão de pessoas e causa 19 milhões de mortes por ano em todo o mundo.  



“Em pessoas mais jovens de até 50 anos, o LDL não costuma ser tão alto, e isso faz com que os pacientes negligenciem o tratamento. Temos de enfatizar que ao amenizar os fatores de risco e tratar desde cedo, o desenvolvimento de doenças cardiovasculares ocorre em menor número”, disse ele. 



Kay afirmou ainda que o estilo de vida, para além de medicamentos, precisam ser levados em conta. “Evitar o cigarro, ter uma boa dieta previne as doenças. Quem fuma ou está acima do peso com certeza terá mais riscos”.



 



Genética



 



A brasileira Viviane Zorzanelli Rocha Giraldez, do Incor, falou sobre o Uso de testes genéticos para prevenir a doença cardiovascular precoce”. Segundo ela, a partir de 2001, com o sequenciamento do genoma humano, houve um avanço no conhecimento sobre as doenças coronárias. “Já sabíamos que eram genéticas, mas não tínhamos tanta clareza sobre quais eram os determinantes genéticos e quais as variantes causadoras dos problemas”, disse ela.



Assim, hoje é possível lançar mão de testes genéticos para entender as variantes e isso faz diferença principalmente para a população mais jovem, uma vez que o fator genético não é totalmente determinante no desenvolvimento das doenças coronarianas. “O estilo de vida conta. E sabendo que há um score genético, é possível atuar mais precocemente para prevenir as doenças”, concluiu a especialista.



O 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia se estende até 30 de setembro. Acompanhe a programação e cobertura do 78º CBC por meio do aplicativo SBC 2023. Para Android, clique aqui para baixar. Para iOS, acesse por meio deste link



 



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