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Saúde digital é discutida no Fórum de Especialidades

Atividade reuniu equipes multiprofissionais no debate sobre os impactos das inovações tecnológicas no 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia

No Fórum de Especialidades do 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia, a mesa-redonda “Saúde digital: inovações para o cuidado do paciente cardiopata” promoveu a atualização no conhecimento sobre diferentes abordagens de cuidado digital que envolvem desde políticas públicas até a implementação, a intervenção e a monitorização de pacientes cardiopatas.



O debate foi coordenado por Ellen Magedanz, coordenadora do curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e apresentado por Ney Ricardo De Alencastro Stedile, diretor técnico da Clínica Mobilitare Saúde, de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.



Na abertura, Ellen destacou que a comissão do Fórum de Especialidades incluiu uma equipe multiprofissional da Enfermagem, da Fisioterapia, da Educação Física e da Nutrição, destacando a importância de outros profissionais da saúde no contexto da Cardiologia.



Stedile discutiu as “Novas tecnologias no Ecossistema da Saúde”. O fisioterapeuta destacou a importância de debater a sustentabilidade da saúde, baseado no modelo de value-based health care, em que se mede o valor por meio dos resultados de saúde por unidade de custos.



Segundo Stedile, para pensar novas tecnologias é fundamental refletir os conceitos de correlação, co-participação e co-criação. “A capacidade de cuidado, de interligar os processos, é o novo futuro. Ecossistemas descentralizados e prevenção são palavras-chaves desse novo universo”, destacou ele.



Além disso, o fisioterapeuta considera que o ponto central nas novas tecnologias é compreender a capacidade de formação e utilização delas. “E, também, qual a capacidade que os serviços hoje têm de analisar grandes dados e usar inteligência artificial para reduzir algo que impacta muito o setor da saúde, o retrabalho”, afirmou Stedile.



“Política pública de saúde digital e suas tecnologias”, palestra ministrada por Rita Simone Lopes Moreira, professora adjunta do Departamento de Enfermagem Clínica e Cirúrgica da Escola Paulista de Enfermagem da Unifesp, abordou a importância da equidade e da oferta universal da saúde digital.



“Quando pensamos que 80% da população brasileira usa o Sistema Único de Saúde (SUS), entendemos que é preciso desenvolver processos que preencham a lacuna entre o presencial e o virtual”, afirmou Rita.



A enfermeira falou sobre a necessidade de se avançar em políticas públicas de saúde digital no Brasil, destacando as metas relacionadas ao engajamento do paciente para tecnologia e capacitação dos profissionais. Ela ainda afirma que é importante existir  a interoperabilidade, ou seja, a existência de uma rede nacional de dados de saúde em que exames e históricos possam ser acessados em todo o sistema.



“Nós precisamos pensar que a jornada do paciente termina na casa dele. Quando eu ofereço opções tecnológicas para essa pessoa, estou pensando que ele tenha um bom gerenciamento da sua própria saúde”, ressaltou Rita.



A palestra “Ferramentas tecnológicas mais utilizáveis para atividade física”, apresentada por Pedro Dal Lago, professor titular do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, apresentou a aplicabilidade dos dispositivos vestíveis (wearable devices) para auxiliar no monitoramento e assistência no desenvolvimento dos exercícios físicos.



“Aumentar o engajamento e a participação das pessoas na prática de atividades físicas é uma tarefa complexa. Por isso, jogos, gamificação e novas tecnologias são ferramentas que podem nos ajudar a melhorar esses indicadores”, afirma Del Lago.



Dal Lago destacou que o sedentarismo é uma das principais questões que precisam ser debatidas no âmbito da mHealth, prática médica orientada e suportada por dispositivos móveis. Segundo estudos apresentados por ele, quanto menor o condicionamento físico mais se amplia o risco de morte e o risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca.



Em relação a umas das principais dificuldades do engajamento nos exercícios, Dal Lago apresentou que curtos períodos de atividades físicas vigorosas intermitentes, com alta intensidade e pouco tempo de duração, são efetivos e podem ser beneficiados pelas novas tecnologias nos processos de reabilitação.



“Um dos desafios atuais é desenvolver vestíveis que possam ser incorporados à realidade de pessoas de baixa renda, que podem ter efeitos importantes na redução do risco de morte e monitoração da saúde, mas são tecnologias que ainda não chegam a todos”, finaliza Dal Lago.



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