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Amiloidose cardíaca pode estar a caminho da cura, ressaltam palestrantes

Mesa de atualização destacou o anticorpo NI006, em fase inicial de estudos, como um avanço importante, além de debater formas de diagnóstico

A mesa de atualização “Amiloidose cardíaca em 2023: do diagnóstico ao tratamento”, apresentou as últimas novidades sobre as possibilidades de caminhos clínicos para lidar com a amiloidose, incluindo um novo anticorpo que pode indicar uma cura para a forma transtirretina (TTR) da doença.



 



A atividade foi coordenada por Marcus Vinicius Simões, professor Associado da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP)  e Gabriel Leo Blacher Grossman, chefe do serviço de Medicina Nuclear do Hospital Moinhos de Vento.



 



“Aspectos fisiopatológicos e bases clínicas pelo diagnóstico”, foi a palestra ministrada por Fabio Fernandes, diretor do grupo de Miocardiopatias do Incor HCFMUSP. Ele apresentou uma série de estudos  e destacou que a amiloidose afeta os ventrículos, os septos, as válvulas, mas principalmente os átrios.



 



“A doença não é um fenótipo exclusivamente cardíaco ou neurológico e talvez a melhor definição seja um fenótipo misto”, afirmou Fernandes.



 



Outro ponto importante ressaltado por Fernandes é que a amiloidose é uma doença multissistêmica e vários órgãos são comprometidos muitos antes do coração. Por isso, uma visão mais abrangente da doença é considerada necessária. Além disso, o médico indicou que muitos casos estão associados a outras valvopatias.



 



Otávio Rizzi Coelho Filho, professor associado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, apresentou o tema “Como otimizar o diagnóstico por imagem”, indicando que a importante da diferenciação entre amiloidose de cadeia leve (AL) e transtirretina (TTR). 



 



Rizzi pontuou que 95% dos casos de amiloidose cardíaca são de um dos dois tipos e ambos possuem tratamento. Ele também apontou a importância dos métodos de imagem para o diagnóstico, reunindo diferentes mecanismos. O ecocardiograma speckle tracking, a medicina nuclear, a ressonância cardíaca e mapas de T1 foram técnicas destacadas pelo médico.



 



“Métodos de imagem podem ser utilizados para diagnosticar casos mais raros de amiloidose. No futuro, vamos precisar de imagens não só para diagnóstico, mas para para entender o resultado do tratamento e se o paciente está respondendo”, disse Rizzi.



 



Uma nova droga que está sendo estudada, o anticorpo NI006, depletor de TTR do coração, foi citada por Rizzi e por Perry Elliott, da University College London, como uma das principais inovações no campo da amiloidose cardíaca.



 



Marcando o intercâmbio de conhecimento característico, Elliott apresentou a discussão “Amiloidose cardíaca TTR: um modelo de terapia guiada pela etiologia na insuficiência cardíaca”



 



Segundo o médico, as novas descobertas (como o NI006) apontam para uma mudança de paradigma em que não só se descreve diagnósticos, mas se pensa o porquê. Isso é o que define etiologia, determinação das causas e origens de um determinado fenômeno, ou seja, o estudo das causas de doenças.



 



“Atualmente, o padrão de cuidado é baseado em um único número, a fração de ejeção. É preciso considerar o contexto, quem estou vendo, seu histórico, a morfologia e função, mas não a função isolada”, afirmou Elliott.



 



A possibilidade de cura, segundo Elliott, é um dos pontos que transformam a amiloidose cardíaca em um objeto de estudo excitante. O médico falou sobre o tafamidis, medicamento capaz de reduzir a mortalidade em 30%, além de diminuir a progressão da doença e o risco de hospitalização.



 



“Quantas doenças cardíacas nós podemos curar? Na maior parte dos casos, podemos apenas controlá-las. O anticorpo NI006 pode ser um horizonte de cura para amiloidose TTR”, finalizou o médico.



 



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