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Hipertensão arterial sistêmica e a prática de consultório

Atividade trouxe mensagens e aprendizados importantes para o manejo diário da HAS

Durante o segundo dia do 78°Congresso Brasileiro de Cardiologia, especialistas discutiram como manejar a Hipertensão Arterial Sistêmica no dia a dia. A atividade, que foi coordenada pelo médico David de Pádua Brasil, contou com cinco painéis. O primeiro, “Como manejar a hipertensão arterial do avental branco”, teve como palestrante Miguel Gus, do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.



 



O médico mostrou alguns estudos que apontam como lidar com o paciente que tem pressão alta durante a consulta e, fora da clínica, não apresenta o problema. “A última diretriz da Sociedade Europeia aponta para não ministrar medicamentos, mas monitorar e tomar medidas para melhorar o estilo de vida” , disse ele.



 



Ministrar ou não drogas foi também discutido no segundo painel, que abordou a hipertensão mascarada. “Aqui é o contrário da hipertensão do avental branco: a pressão fica normal no consultório e fora dele não”, explicou Francisco de Assis Amorim de Aguiar Filho, da Sociedade Brasileira de Cardiologia Regional Maranhão e Fellow da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC).  E por que isso acontece? “O paciente pode ter situações estressantes durante o dia, por exemplo, que altera a pressão. Ou se ocorre durante a noite, pode ser por conta de episódios de apneia”, disse o médico.



 



Quanto ao uso de drogas para controlar o problema, Francisco de Assis afirmou que as diretrizes da Sociedade Europeia não apontam para o uso imediato, mas sim para acompanhar de perto pacientes que estão nos limites de 130/180 e incentivar a mudança no estilo de vida.



 



O terceiro painel, “Hipertensão arterial sistólica no idoso: como manejar a redução acentuada da pressão diastólica”, foi ministrado pelo médico Renault Mattos Ribeiro Jr, da Clínica Cardios Vita, de Brasília. Ele abordou os diferentes grupos de idosos – entre 60 e 80 anos e os acima de 80 – e afirmou que é difícil baixar uma pressão sem diminuir a outra: “São praticamente inseparáveis. Os idosos precisam ser monitorados sistematicamente – é preciso gastar tempo com eles, porque em geral tomam vários medicamentos e é importante olhar o todo”, disse ele.



 



Os idosos continuaram a ser discutidos no quarto painel, “Hipotensão ortostática no idoso hipertenso: Como abordar?”, que teve como palestrante o médico Osni Moreira Filho, Diretor Administrativo do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Existem diferentes tipos de hipotensão – podem ser assintomáticas e outras que têm sintomas leves como tontura, fraqueza e lentidão cognitiva”, explicou ele. Há ainda a supina, que ocorre à noite. “No paciente idoso é importante rever as medicações e considerar possíveis interações”, afirmou.



 



O quinto e último painel, “Hipertensão Arterial refratária como tratar na prática clínica”, teve como palestrante Marcus Vinícius Malachias, Professor Adjunto da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais. “Há novos medicamentos, como o Baxdrostat, que são bons recursos para tratar esse paciente”, finalizou ele.



 



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