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Curso focado em atenção primária é ofertado para médicos da rede municipal de Porto Alegre

A parceria entre Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre visa capacitar profissionais para lidar com doenças cardiovasculares

O Curso de Atenção Primária, que integra a programação do 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia, acontece ao longo dos três dias de evento, de 28 a 30 de setembro. Com quatrocentas vagas para médicos e profissionais da rede primária municipal de Porto Alegre, o objetivo da ação é a qualificação para manejo e encaminhamento de pacientes com doenças cardiovasculares.



A parceria com a Prefeitura de Porto Alegre integra um escopo maior de treinamentos médicos oferecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para ampliar o conhecimento de profissionais da saúde da atenção básica sobre os fatores de risco cardiovascular. No Congresso Mundial de Cardiologia, em 2022, no Rio de Janeiro, a iniciativa treinou mil médicos cariocas, com impacto significativo na saúde pública.



A expectativa é de expansão dessas parcerias para outras regiões que venham a sediar o Congresso Brasileiro de Cardiologia, como um legado da realização do maior evento científico da área no país para a cidade sede.



Douglas Boris, cardiologista e eletrofisiologista no Hospital Ernesto Dornelles e no Hospital Mãe de Deus, deu uma aula dentro da programação do curso com o tema “O tratamento do controle da frequência cardíaca nos pacientes com fibrilação atrial”.



Para Boris, um dos principais mecanismos de controle da fibrilação atrial está localizado já nos primeiros atendimentos. “O primeiro contato do médico da Unidade Básica de Saúde é importante para buscar o controle dos fatores de risco. Isso é factível e precisa ser sempre frisado nas consultas”, disse ele.



Em relação a fibrilação atrial, Boris ressalta que é uma doença muito prevalente e que está associada ao aumento da mortalidade na população e, por isso, é essencial que o conhecimento sobre o manejo chegue à atenção primária.



Por meio das aulas disponíveis no curso, o médico aponta que é possível lidar com dúvidas frequentes nas unidades básicas, em especial em relação ao encaminhamento para os serviços terciários e tratamentos iniciais.



Bruna Michelline, médica que atende na Unidade de Saúde Nonoai, em Porto Alegre, destaca que o curso é fundamental para adaptar a realidade dos diagnósticos de doenças cardiovasculares para o que está disponível na atenção primária. Ela também destaca que gostaria de ter mais oportunidades como essa, de interação com diferentes especialidades.



 



“A atenção primária tem suas particularidades e essa interação com as especialidades é importante para que consigamos entender o que é possível fazer dentro da nossa realidade. Nós temos limitações em relação ao acesso à medicação e exames. Por isso, esse caminho apontado no curso, do que podemos fazer com que há disponível, nos mostra saídas importantes”, disse Bruna.



Participando do curso, a médica conta que já aprendeu pontos que serão bastante úteis na sua prática clínica. Ela destaca informações das aulas que detalham protocolos para controle do colesterol, assim como a visão da vacina da influenza como medida preventiva para as doenças cardiovasculares.



“As novidades sobre a vacina da influenza com certeza levarei para a equipe, para as enfermeiras e para os técnicos. A partir de agora, vamos pensar que se temos um paciente cardíaco ou hipertenso, vamos verificar se a vacinação está em dia”, complementa ela.



Gabriela Castilhos, que atua no serviço terciário de saúde no Instituto de Cardiologia, também está acompanhando o curso. A médica afirma que a atenção primária é fundamental para prevenção e para controle da progressão de doenças cardiovasculares. Além disso, beneficia a gestão eficiente do sistema de saúde como um todo.



“No hospital, a recebe muito paciente que vem realmente de postos de saúde. Então, se temos uma estrutura bem organizada no posto e o médico do posto conseguir controlar os indicadores, muitas vezes não é preciso enviar o paciente para um hospital terciário”, finaliza.



Para conferir mais informações sobre o 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia, acesse o aplicativo SBC 2023, disponível para Android e iOS.



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