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O que o cardiologista clínico precisa saber sobre amiloidose cardíaca

Mesa-redonda no 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia ressalta sinais clínicos e exames de imagem

Os desafios para compreender a amiloidose cardíaca foram pauta da mesa-redonda “Diagnóstico de amiloidose: do clássico ao cotidiano. O que o clínico precisa saber?”. A discussão englobou o papel da multimodalidade de imagem cardiovascular no diagnóstico e manejo de pacientes com a doença.



 



André Luiz Cerqueira de Almeida, presidente do Departamento de Imagem Cardiovascular (DIC), e Guilherme Augusto Reissig Pereira, cardiologista clínico do Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul coordenaram a atividade.



 



Marcus Vinicius Simões, professor associado da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, apresentou a palestra “Aspectos clínicos e o ecocardiograma como método diagnóstico inicial de amiloidose cardíaca”, mostrando as principais bandeiras vermelhas que indicam casos possíveis de amiloidose cardíaca.



 



O médico destacou que ainda há um retardo importante no tempo para o diagnóstico, o que permite a progressão da doença e impacta em um pior prognóstico para os pacientes. “Estamos percebendo que não é uma condição rara, mas sim amplamente subdiagnosticada”, disse Simões.



 



Ele ressaltou que a amiloidose de cadeia leve (AL) é a que mais deveria mais chamar a atenção do clínico, porque o prognóstico indica sobrevida de 6 a 8 meses. Segundo ele, sinais extracardíacos são importantes para identificar o risco e pontuou que o envolvimento renal é relativamente frequente.



 



Entre os vários sinais da amiloidose transtirretina (TTR), Simões deu destaque a desproporção entre voltagem e espessura no ecocardiograma. “Para que se faça uma abordagem cientificamente mais embasada do uso do ecocardiograma, o escore de probabilidade de risco de ATTR é indicado. Com índice maior ou igual a seis, é preciso ampliar a investigação”, indica ele.



 



O “Papel da RM cardíaca no diagnóstico e acompanhamento” foi apresentado por Tiago Augusto Magalhães, médico assistente do setor de Tomografia e Ressonância Cardiovascular do Hospital Sírio-Libanês. O médico relatou que a doença é complexa, com múltiplas formas, que complicam o diagnóstico.



 



Em relação à ressonância magnética, Magalhães destacou o mapa T1 e o volume de espaço extracelular como ferramentas importantes. “No miocárdio saudável, o espaço extracelular vai até 30%. A amiloidose é a patologia que mais coincide com aumentos do espaço extracelular e pode chegar até mais de 60%”, disse o cardiologista.











 



Simone Cristina Brandão, vice-presidente do Departamento de Imagem Cardiovascular (DIC), discutiu “A medicina nuclear na amiloidose cardíaca”. Segundo a médica, a cintilografia é central no diagnóstico diferencial entre os tipos mais prevalentes de amiloidose, a AL e a TTR, destacando a importância dos traçadores ósseos mais indicados, como pirofosfato (PYP).



 



“Nos próximos passos da cintilografia, estão tentando descobrir marcadores ainda mais específicos que os traçadores ósseos e formas de quantificar de maneira absoluta. O exame é maravilhoso, porque você está marcando a proteína dentro do coração, mas precisamos de técnicas mais apuradas para medir melhor essa quantificação como a ressonância magnética já consegue fazer”, disse Brandão.



 



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