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Prevenção cardiovascular

Especialistas discutiram questões relevantes na prática diária durante o 78º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Com a coordenação do médico Carlos Scherr, quatro especialistas se reuniram durante o segundo dia do Congresso com o objetivo de discutir questões relevantes na prática diária de consultório em prevenção primária, manejo pré-operatório e manejo de fatores de risco cardiovascular.



 



Coube a Renato Jorge Alves, Professor Assistente da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, falar sobre o início ou não da estatina no idoso em prevenção primária. O médico trouxe alguns estudos que mostraram que a droga deve ser ministrada dependendo dos riscos, como função renal e interação com outros medicamentos. “No entanto, a tolerância do idoso à estatina foi semelhante a de jovens. A diretriz americana preconiza que pacientes em prevenção primária com idade acima de 50 anos e com alto risco cardiovascular devem tomar estatina, mas começando com doses baixas, principalmente se está tomando Fibrato”, disse Renato Jorge. “Os mais idosos também devem receber a medicação, mas é importante começar com doses baixas e monitorar a função renal e a interação com outros medicamentos”, afirmou.



 



E quem tem o resultado de uma angiotomografia com placas discretas ou moderadas: deve iniciar aspirina? Quem respondeu a essa pergunta foi o médico Carlos Vicente Serrano Junior, Presidente do Grupo de Estudo de Antitrombóticos da Sociedade Brasileira de Cardiologia. “É importante considerar a estatina e a aspirina se o score for acima de 101 a 400 e o paciente tiver mais de 40 anos”, disse. Serrano trouxe um estudo que mostrou que em caso de doença não obstrutiva, a estatina reduziu o problema e não a aspirina. “Dependendo do grau de calcificação, aí sim deve-se associar as duas”, concluiu. 





Marcelo Heitor Vieira Assad, Mestre em Cardiologia pelo Estado do Rio de Janeiro, falou sobre a escolha entre os inibidores do SGLT2 ou agonistas do GLP-1 no paciente cardiopata diabético. “O diabético por si só é de alto risco, portanto, é importante lançar mão dessas drogas”, afirmou.



 



O último palestrante da atividade, Marcelo Franken, Gerente Médico da Cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein, falou sobre iniciar ou não o teste não invasivo funcional ou anatômico na investigação do paciente sem doença coronariana diagnosticada. “Diretrizes publicadas na Inglaterra preconizam tomografia como a primeira opção em paciente com dor. A americana, por sua vez, sugere testes funcionais para pacientes com dor torácica sem doença conhecida”, explicou ele. No entanto, estudos recentes mostram que a tomografia é a primeira opção para pacientes com dor se não tiver disfunção renal, por exemplo. “A tomografia quando disponível, é a primeira linha em pacientes apropriados. Para descartar placas, é um exame essencial”, afirmou.



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